A presença feminina na corretagem cresce no Brasil e mostra como a maternidade amplia o olhar sobre segurança, mobilidade, qualidade de vida e estrutura familiar, fatores cada vez mais decisivos na compra de imóveis em bairros valorizados de São Paulo.

Entre visitas, negociações e a rotina intensa da maternidade, um novo repertório vem ganhando espaço no mercado imobiliário. São mulheres e mães que equilibram agenda e afeto, escuta e estratégia, levando para o trabalho uma percepção ampliada sobre o que realmente significa morar bem. Essa mudança de olhar impacta diretamente a forma como muitos imóveis são apresentados e, principalmente, escolhidos, sem deixar de lado a diversidade de perfis e experiências que também compõem o setor.
Comprar uma casa ou um apartamento dificilmente é uma decisão puramente técnica. Para muitas famílias, essa escolha vem acompanhada de perguntas que vão além da planta ou da metragem. Como será a rotina nessa casa? Há espaço para crescer? O entorno acolhe? A dinâmica da família funciona ali? E é nesse ponto que diferentes vivências se transformam em diferencial profissional.

Para Carolina Taveira, mãe de 2 meninas e que está na inCanto Urbano há 1 ano, a maternidade trouxe uma nova camada de percepção para o trabalho. “Depois que me tornei mãe, comecei a observar detalhes que antes nem sempre apareciam como prioridade, como a funcionalidade dos ambientes, a rotina da família e o entorno do imóvel.”

Esse olhar atento aparece em aspectos que, muitas vezes, passam despercebidos em um primeiro momento, mas fazem toda a diferença ao longo do tempo. A fluidez dos ambientes, a funcionalidade da planta, a incidência de luz natural, a segurança da rua, a proximidade com escolas e serviços passam a ser analisadas sob diferentes perspectivas.
Quando o assunto é localização, bairros como o Paraíso acabam se destacando justamente por atenderem a esse conjunto de demandas. A poucos minutos do Parque Ibirapuera, com acesso facilitado a importantes vias da cidade e cercado por escolas, hospitais e opções de lazer, o bairro equilibra praticidade e qualidade de vida, dois pontos frequentemente decisivos para famílias. Nos Jardins, a busca segue uma lógica semelhante, com foco em privacidade, ruas arborizadas e imóveis com plantas que acompanham as diferentes fases da vida familiar, sem abrir mão do conforto.

Esse movimento também reflete uma transformação no setor. Segundo dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e do DataZAP, as mulheres já representam 41% dos profissionais ativos da corretagem no Brasil, com crescimento expressivo na última década, ampliando sua presença em um mercado historicamente masculino.
Além de ampliar a presença feminina, essa realidade revela uma mudança na forma de atuação, com abordagens que valorizam escuta, contexto e a jornada de cada cliente. Na prática, isso se traduz em um atendimento menos transacional e mais consultivo, quase como traduzir desejos que nem sempre estão explícitos. “Muitas famílias chegam falando de investimento ou localização, mas existe sempre uma história por trás dessa escolha. É uma mudança de fase, um recomeço, um plano de futuro e a maternidade me trouxe sensibilidade para entender esse momento e orientar de forma mais completa”, explica Carolina.
De acordo com Julia Gagliardi, CEO da inCanto e mãe de dois, conciliar carreira e maternidade segue sendo um desafio diário. “A flexibilidade da corretagem se mostra um ponto de atração importante. A possibilidade de organizar a própria agenda, adaptar horários e construir uma rotina alinhada à vida pessoal torna a profissão interessante para muitas mulheres, ao lado de tantos outros perfis que também encontram espaço no setor. Talvez seja justamente essa combinação entre diferentes trajetórias, sensibilidade e experiência real que esteja redefinindo o jeito de vender, comprar e, principalmente, habitar os espaços. No fim, escolher um imóvel nunca foi apenas sobre onde morar. É muito mais sobre como viver”, enfatiza.