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Azul cerúleo de O Diabo Veste Prada volta ao radar

O icônico azul cerúleo de O Diabo Veste Prada volta ao radar do cinema reaparece na moda e ganha força no design de interiores, marcando presença em móveis, objetos e projetos contemporâneos

O azul cerúleo voltou ao centro das atenções e não apenas na moda. Com a estreia de O Diabo Veste Prada 2, a cor que marcou o primeiro filme ressurge e começa a influenciar também a decoração e o design de interiores. Não se trata apenas de um tom, mas de um movimento que evidencia como as tendências se constroem, circulam e chegam ao cotidiano.

Nas coleções recentes, o cerúleo aparece em peças que sustentam esse percurso. A Chanel retoma o azul em conjuntos de tweed e acessórios clássicos, enquanto a Dior explora o tom em peças fluidas e releituras de seus ícones. Na Hermès, o azul surge em lenços de seda e couros estruturados, reforçando a permanência da cor dentro de um repertório que atravessa décadas.

O cerúleo carrega uma construção estética consolidada, associada a elegância e permanência, e retorna com uma leitura mais refinada. O valor está menos na novidade e mais na consistência.

No design de interiores, essa transição aparece de forma direta. O azul passa a organizar o ambiente a partir de escolhas concretas, com foco em escala, textura e materialidade, criando uma base visual que sustenta a composição.

Esse movimento se torna mais evidente quando marcas que nasceram na moda passam a incorporar o tom em suas linhas de mobiliário e objetos. A Fendi Casa leva o azul para estofados em veludo e couro com presença marcante, enquanto a Versace Home trabalha o tom em composições mais intensas. Já a Armani Casa adota uma leitura mais contida, com superfícies e materiais que reforçam um luxo mais silencioso.

Algumas peças ajudam a traduzir esse movimento com clareza. A cadeira Victoria Ghost, da Kartell, tornou-se um clássico ao reinterpretar uma silhueta vitoriana em material transparente, leve e resistente, combinando tecnologia e linguagem contemporânea em uma peça de uso versátil.

Na mesma linha, a coleção Bubble, da Roche Bobois, criada por Sacha Lakic, explora formas arredondadas inspiradas em elementos naturais, com estofados que exigem tecidos elásticos específicos para acompanhar suas curvas. O resultado é um dos designs mais reconhecíveis da marca, com forte presença visual.

No universo dos dormitórios, a cama Landscape, assinada por Marcel Wanders para a Fendi Casa, combina estrutura geométrica, materiais sofisticados e variações de cor que incluem o azul entre as possibilidades, reforçando o diálogo entre moda e mobiliário.

A leitura mais ornamental aparece na poltrona Acantho, da Versace Home, que incorpora elementos do barroco da marca em uma estrutura envolvente, com acabamentos que reforçam a identidade visual da casa.

No Brasil, essa estética também se traduz em peças que já chegam ao mercado com esse repertório. A cama da Carbono Design traz o azul em uma estrutura que valoriza linhas limpas e acabamento preciso, enquanto a cama pet Solin, da Allez Decor, leva o tom para objetos do cotidiano. Nos estofados, a poltrona e puff Flow, da L’oeil, e o sofá Dominica, da Breton, mostram como o azul pode assumir diferentes intensidades, sempre com foco em textura e proporção.

Nos objetos decorativos, o cerúleo aparece em peças que organizam o ambiente sem excesso. A escultura Donald Excited Blue, da Marché Art de Vie, é um exemplo de como a cor surge em pontos estratégicos, criando contraste e identidade. O vaso Sardenha, da Artefacto, reforça uma leitura mais sofisticada, com proporções equilibradas e acabamento que valoriza a matéria e a forma.

O uso do cerúleo também se estende às superfícies. Em paredes e marcenaria, cores como o Azul Cerimonial Coral e o Azul Sereno Suvinil mostram como o tom pode ser incorporado de forma mais ampla, criando ambientes luminosos e equilibrados.

Essa circulação entre moda, design e arquitetura segue uma lógica recorrente. Tendências que surgem nas passarelas ganham força cultural, são absorvidas por diferentes linguagens e passam a fazer parte dos espaços onde as pessoas vivem.

O cerúleo percorre esse caminho ao sair do guarda-roupa, atravessar o design e encontrar nos interiores uma nova forma de expressão. Não se trata de uma novidade, mas de uma cor que retorna com força e se reposiciona dentro de um repertório mais amplo.

Para quem quiser revisitar a referência que colocou o azul cerúleo no centro da cultura pop, o filme O Diabo Veste Prada 2 está em cartaz em salas próximas ao Paraíso e à Avenida Paulista, como o Cinemark Pátio Paulista, Cinemark Cidade São Paulo e Cinépolis do Jardim Pamplona Shopping.

 

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